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DISLEXIA

 

A dislexia é um transtorno de aprendizagem que afeta a capacidade de uma pessoa de ler e decodificar palavras. Ela não é uma doença, mas sim uma condição neurológica, o que significa que o cérebro de uma pessoa com dislexia funciona de uma forma diferente na hora de processar informações escritas.

Essa dificuldade não tem relação com a inteligência. O problema está especificamente na habilidade de reconhecer, processar e lembrar das letras e dos sons que elas representam.

 

Características Comuns da Dislexia

 

Dificuldade para decodificar palavras: A criança pode ter dificuldade para juntar as letras e formar uma palavra, ou para separar uma palavra em seus sons.

Leitura lenta e com muitos erros: A leitura pode ser bastante esforçada, silabada e cheia de erros de troca ou omissão de letras.

Problemas com a ortografia: É comum que a criança com dislexia tenha dificuldade para escrever as palavras corretamente.

Confusão de letras e números: Pode haver confusão entre letras parecidas (como "b" e "d") ou números (como "6" e "9").

Dificuldade para organizar pensamentos: A dislexia também pode afetar a capacidade de organizar ideias e expressá-las de forma clara, tanto na escrita quanto na fala.

 

A dislexia é uma condição que acompanha a pessoa por toda a vida, mas com o apoio adequado, é possível desenvolver estratégias para superar os desafios e alcançar o sucesso escolar e profissional. O diagnóstico precoce e a intervenção neuropsicopedagógica são fundamentais para que a criança desenvolva todo o seu potencial.

Fique atento...

 

  • Exercícios de “fixação“: repetitivos e numerosos não ajudam na aprendizagem.
  • Não peça leitura em voz alta.
  • Não peça que faça atividade ou correção de exercício na lousa.
  • Qualquer apresentação de trabalho ou leitura em frente de colegas precisa ser feita com tempo de preparo.
  • Não utilizar avaliações somente com textos, principalmente, textos longos.
  • Utilizar uma única fonte, clara, não cursiva ou itálicas e não use fontes com tamanho muito pequeno.
  • Ler a prova em voz alta ajuda para o entendimento, mas verifique se houve compreensão do que precisa ser realizado.
  • Usar símbolos, sinais, gráficos, desenhos, modelos e esquemas para fazer referência aos conceitos trabalhados.
  • Evitar textos densos e vocábulos com muitas conotações.
  • Usar imagens com correspondência exata ao texto escrito.
  • Se necessário, utilizar avaliações orais.

DISCALCULIA

 

A discalculia é um Transtorno Específico de Aprendizagem com prejuízo na matemática. Isso significa que a criança ou adolescente apresenta uma dificuldade persistente e significativa para compreender, processar e realizar cálculos matemáticos, mesmo com inteligência, motivação e ensino adequados. Não é preguiça, falta de atenção ou desinteresse, mas sim uma condição neurobiológica que afeta o cérebro.

 

A discalculia pode se manifestar de diversas formas, impactando:

A percepção de quantidades (senso numérico).

A contagem e a sequência de números.

A memorização de fatos matemáticos (como a tabuada).

A compreensão de símbolos matemáticos (+, -, x, ÷).

O raciocínio lógico para resolver problemas.

 

Há seis subtipos, que podem se manifestar isoladamente ou em conjunto. Conhecer esses tipos é essencial para identificar a área de maior fragilidade da criança.

 

Os Seis Tipos de Discalculia de Kosc:

 

Discalculia Verbal: O aluno tem dificuldade para nomear as quantidades matemáticas, os números, os termos e os símbolos. Por exemplo, ele pode ver o número "4", mas ter dificuldade para dizer "quatro" ou não conseguir nomear o símbolo "+".

 

Discalculia Practognóstica: A dificuldade está em manipular e comparar objetos reais ou imagens. A criança pode não conseguir relacionar um conceito abstrato (o número "3") com a quantidade concreta (três lápis). Ela pode ter problemas para contar objetos, agrupar e entender o que significa "maior" ou "menor".

 

Discalculia Lexical: O problema se manifesta na leitura de símbolos matemáticos. O aluno pode não conseguir ler corretamente números, expressões, equações e os símbolos de operações (+, -, x, ÷). Ele pode entender o conceito quando falado, mas tem dificuldade em reconhecer o símbolo escrito.

 

Discalculia Gráfica: A dificuldade reside na escrita de símbolos matemáticos. É como a discalculia lexical, mas no ato de escrever. O aluno pode entender um conceito, mas não consegue escrever os números ou símbolos de forma correta. Este tipo pode estar relacionado à disgrafia.

 

Discalculia Ideognóstica: É a dificuldade de fazer operações mentais e de entender conceitos abstratos da matemática. O aluno não consegue realizar cálculos de cabeça, memorizar a tabuada ou entender princípios como o valor posicional dos números. O raciocínio lógico-matemático para resolver problemas é um grande desafio.

Discalculia Operacional: A dificuldade se concentra na execução de operações e cálculos numéricos. Mesmo sabendo o que fazer, o aluno comete erros na hora de realizar a operação. Por exemplo, ele pode inverter a ordem das etapas de um cálculo ou usar o símbolo errado.

 

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